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| Cenário de um ataque de carro bomba, na fronteira entre a Síria e a Turquia, que matou 16 pessoas e deixou 20 feridos, em 20 de janeiro de 2014 (IHLAS NEWS AGENCY/AFP, -) |
Damasco acusado de 'massacre em grande escala' em relatório encomendado pelo Catar
Londres — Três ex-procuradores internacionais acusam a Síria de
massacres em grande escala e torturas em um relatório baseado no
testemunho de um desertor e encomendado pelo Catar, país que apoia os
rebeldes sírios, indicaram nesta segunda-feira o jornal The Guardian e a
CNN. O relatório, disponível nos sites de internet do jornal
britânico e do canal informativo americano, se baseia no testemunho não
autentificado e em fotos fornecidas por esta fonte, anônima por razões
de segurança. A publicação do relatório ocorre na véspera do início da conferência Genebra II, destinada a tirar a Síria da guerra civil. O
informante, um fotógrafo que diz ter desertado da polícia militar
síria, forneceu 55.000 fotos digitais de 11.000 presos mortos aos
especialistas forenses contratados pela empresa jurídica que representa o
Catar. O fotógrafo afirma que morreram em cativeiro antes de serem transportados a um hospital militar para serem fotografados. Alguns não tinham olhos e outros apresentavam marcas de estrangulamento ou eletrocução, segundo o relatório de 31 páginas. O
documento foi redigido por Desmond da Silva, ex-procurador chefe do
tribunal especial para Serra Leoa; Geoffrey Nice, procurador-chefe no
processo do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, e David Crane,
que acusou o presidente liberiano Charles Taylor. Os autores do
relatório consideram o informante e suas provas confiáveis depois de
tê-los submetido a uma análise rigorosa, e colocaram o resultado de seu
trabalho a disposição da ONU, de governos e organizações de direitos
humanos. "Agora temos provas diretas do que aconteceu com as pessoas que desapareceram", comentou Crane. Fonte: AFP
21-01-02014
