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| A sede Agência de Segurança Nacional (NSA) em Fort Meade, Maryland (NSA/AFP/Arquivos, Ho) |
Washington — Um juiz americano determinou nesta segunda-feira que o
programa de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em
inglês) viola a privacidade dos cidadãos e a quarta emenda da
Constituição dos Estados Unidos. A decisão emitida pela Corte do
Distrito de Washington está pendente de apelação, mas caso seja
confirmada, pode impedir a agência de espionagem de recopilar
indiscriminadamente dados telefônicos de milhões de usuários. O juiz Ricard Leon qualificou a compilação de dados em grande escala de "atentado à vida privada". "É
evidente que semelhante programa viola" os valores defendidos pela
quarta emenda da Constituição americana relativa à privacidade, destacou
Leon. Os denunciantes, Larry Klayman e Charles Strange, levaram o
caso à Justiça após os vazamentos de informações por parte do
ex-analista de Inteligência Eduard Snowden sobre o programa da NSA. A
decisão impede o governo de recolher dados de e-mails e telefones de
Klayman e Strange, e determina a destruição das informações já obtidas
sobre os dois. As revelações do ex-consultor de Inteligência
Edward Snowden sobre o programa da NSA para monitorar bilhões de
telefonemas e e-mails em todo o mundo provocaram uma onda de protestos. Na
sexta-feira, o grupo de estudo encarregado de investigar as práticas de
espionagem da NSA entregou seu relatório ao presidente dos EUA, Barack
Obama, no qual faz várias recomendações para proteger a privacidade. Entre
as medidas recomendadas está a supervisão direta da Casa Branca sobre a
lista dos líderes estrangeiros cujas comunicações são vigiadas, uma
consequência direta do escândalo diplomático provocado pela revelação
dos "grampos" contra a presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã,
Angela Merkel. Fonte: AFP
17-12-2013
