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China contabiliza 47 casos de gripe aviária H7N9, afirma agência da ONU |
Outras 23 pessoas foram infectadas com a cepa H7N9 da gripe aviária
nos últimos dias na China, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS)
nesta segunda (20), somando-se a pelo menos 24 novos casos da última
semana e confirmando um novo surto de vírus. Entre os novos casos, registrados em diferentes províncias da
China, está o de um homem de 38 anos que morreu em 9 de janeiro e o de
uma menina de 5 anos da província de Guangdong, que ficou doente no dia
14 deste mês e está com quadro estável no hospital. Muitos dos outros novos doentes estavam em estado grave ou
gravíssimo em hospitais, afirmou a OMS. Vários deles relataram recente
exposição a frangos ou a mercados de aves, mas a agência da ONU disse
que a fonte de infecção ainda estava sob investigação. O vírus da gripe aviária H7N9 surgiu em março do ano passado e, até
agora, infectou pelo menos 199 pessoas na China, em Taiwan e em Hong
Kong, matando 52 delas, de acordo com uma atualização do porta-voz da
organização, Gregory Hartl. Transmissão é investigada Vários casos de
pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado foram
relatados na China, mas a OMS reiterou nesta segunda-feira que "até o
momento, não há evidências de transmissão sustentada de humano para
humano". Hartl disse na semana passada que a agência de saúde havia notado o
recente aumento rápido das infecções por H7N9 em humanos e estava
atenta. "Até agora não vimos nada que nos leve a alterar a nossa
avaliação de risco", disse. A avaliação da é de que "a atual
probabilidade de propagação entre a comunidade... é considerada baixa". Especialistas dizem que a temporada de gripe de inverno do
Hemisfério Norte é, provavelmente, a principal responsável pelo aumento
significativo no número de casos de infecção pelo H7N9 em humanos nas
últimas semanas, depois de ter caído para quase nada em julho e agosto
de 2013. Mas alertaram que as autoridades de saúde pública e os médicos
devem estar atentos para quaisquer sinais de que o vírus, que circula de
forma mais ampla, possa estar se adaptando ou sofrendo mutação para se
tornar facilmente transmissível entre pessoas. Fonte: G1
21-01-2014
