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Em Copas, só deu Brasil

Felipão prefere não projetar confronto das oitavas e vê méritos nos três oponentes



"É sempre melhor estrear contra uma equipe europeia, porque ela tem um tempo de adaptação ao país", Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira
Técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, ficou satisfeito com o caminho do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo 2014. Mesmo assim, procurou valorizar os adversários brasileiros: “Há um ou dois grupos bem diferentes, com mais dificuldades do que pode ter no nosso. Mas a Croácia tem um futebol diferente, bonito, bem jogado. Camarões tem suas proezas em Copas e temos que tomar cuidado para não acontecerem surpresas como em outros mundiais. O México é sempre difícil, se tornou um rival tradicional e é o jogo mais difícil do grupo”. Scolari vê como positiva a estreia diante da Croácia, no jogo de abertura da Copa, em 12 de junho, no Itaquerão. Para o treinador, o adversário ainda estará em um período de maturação. “Isso me agrada. É sempre melhor estrear contra uma equipe europeia, porque ela tem um tempo de adaptação ao país. Eles conseguem melhores condições à medida que vão jogando. Nós moramos aqui, trabalhamos aqui e conhecemos como ninguém”, comentou. Nenhum dos três primeiros adversários é inédito em Copas. Croácia, México e Camarões já enfrentaram o Brasil em edições anteriores, e o histórico favorece os brasileiros. Em 2006, a Seleção Canarinho venceu a Croácia na fase de grupos por 1 a 0. Em 1994, Brasil e Camarões também se enfrentaram na primeira fase, com vitória brasileira por 3 a 0. Já o México esteve no caminho do Brasil em três ocasiões, sempre na fase de grupos: em 1950, os mexicanos foram goleados por 4 a 0, no Maracanã; em 1954, na Suíça, a goleada foi ainda maior, 5 a 0; e em 1962, Zagallo e Pelé marcaram os gols da vitória por 2 a 0. Já nas oitavas de final, o Brasil poderá cruzar com Espanha ou Holanda, as duas finalistas do Mundial da África do Sul. Luiz Felipe Scolari prefere não projetar nada quanto ao possível confronto: “Temos de pensar na primeira fase. Se nós nos preocuparmos com a segunda ou a terceira, acabamos deixando de lado compromissos da primeira”. PARREIRA O coordenador técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, valorizou a estreia e elogiou o adversário: “O jogo de mais expectativa é sempre o de abertura. Quando você faz um jogo isolado, o mundo todo está concentrado em você. A expectativa dos jogadores, da comissão técnica, do torcedor e da imprensa é enorme. É o jogo que tem uma carga de emoção muito grande”. Por isso, Parreira destaca que é fundamental vencer: “Passando pelo primeiro jogo, o time dá uma respirada, já fez três pontos e dá um passo enorme para se classificar. Portanto, para mim, o jogo mais complicado e difícil é sempre o inicial”. Questionado sobre as demais chaves do Mundial, Parreira citou o Grupo D, composto por Uruguai, Inglaterra, Itália e Costa Rica, e ainda se solidarizou ao técnico britânico Roy Hodgson, que manifestou o desejo de evitar uma partida em Manaus, onde terá de enfrentar a Itália. “O que chamou a atenção foi o grupo com três campeões do mundo. É o mais difícil, sem dúvida alguma. Eu também não gostaria de jogar em Manaus. O calor é muito grande, temperatura, umidade, deslocamento, viagem. Mas é uma sede da Copa e não tem como evitar”, observou. O presidente da CBF, José Maria Marin, também gostou do sorteio e se diz confiante. “É um grupo que requer cuidados, mas tenho plena confiança no trabalho da comissão técnica e nos jogadores. Nenhuma Copa é fácil para quem quer ser campeão. Pode até começar mais fácil, mas no final tem sempre complicações que podem ser superadas. Estou otimista, mas não podemos tirar os pés do chão”, afirmou o dirigente. “SOMOS UM RIVAL INDIGESTO” “A chave não é tão ruim. Vamos jogar contra o anfitrião, sempre somos um rival indigesto para o Brasil, mas teremos muito trabalho. Eles têm o apoio da torcida, mas também têm a pressão de ganhar. Na Copa das Confederações, o México foi bem contra o Brasil, mas dois lances geniais de Neymar fizeram a diferença. São três times de estilo latino, o que é benéfico para a Seleção Mexicana.” Miguel Herrera, técnico do México "MUITO MAIS DO QUE UM JOGO NORMAL" “Será um evento de muitas emoções. Copa do Mundo no continente do futebol. É muito mais do que um jogo normal. Será uma partida com muita emoção, muito difícil, um jogo que você tem de vencer, ter muita confiança. Mas para nós será muito bonito. Somos o número quatro, e o último jogo será contra o Brasil. Será muito interessante para os dois. O Brasil pode estar classificado. Para nós, será a última chance.” Volker Finke, alemão técnico de Camarões "O BRASIL É O FAVORITO" “Para nós é uma grande honra jogar contra um grande time. O Brasil é o favorito. O primeiro jogo para nós é um sonho. O mundo inteiro vai estar olhando essa partida. Se começarmos com vitória, excelente. Em caso de derrota, será muita pressão. Precisamos pegar muita informação sobre o Brasil. Conhecemos todos os jogadores, mas vamos ver os jogos e analisar as forças e as fraquezas. Espero ter tempo de preparar meu time.” Niko Kovac, técnico da Croáci. Fonte superesportes
 07-12-2013