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Holanda se soma a Brasil e critica pena de morte na Indonésia

Duas ambulâncias transportam os corpos do brasileiro Marco Archer e do holandês Ang Kiem Soei na Indonésia. País executou os dois por tráfico de drogas (Foto: Wagino/AP)

O holandês Ang Kiem Soei foi executado junto com o brasileiro Marco Archer. Holanda convocou embaixador em Jacarta para explicações


A Holanda convocou o seu embaixador em Jacarta, Indonésia, para explicações sobre a execução de seis condenados por tráfico de drogas no país, entre eles o cidadão holandês Ang Kiem Soei. Soei foi fuzilado junto com o brasileiro Marco Archer. Em linguagem diplomática, convocar o embaixador de volta ao país é uma forma de protesto e de mostrar descontentamento com os acontecimentos na Indonésia.

Com a decisão, a Holanda se junta ao Brasil nas críticas a aplicação da pena de morte na Indonésia. No Brasil, a presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota dizendo estar "consternada e indignada" com a situação.

Segundo a agência AFP, o ministro de Relações Exteriores da Holanda, Bert Koenders, classificou a execução como "terrivelmente triste". Ele disse que o rei da Holanda, Willem-Alexander, e o primeiro-ministro, Mark Rutte, conversaram com o governo da Indonésia e tentaram até o último minuto evitar a execução, sem sucesso. "Meu coração está com os familiares, para quem isso marca um dramático fim de anos de incerteza", disse Koenders. "A Holanda continua a ser contra a pena de morte".

A Indonésia, por sua vez, pediu que os países "respeitem as suas leis". "Podemos entender a reação do mundo e dos países que têm cidadãos que foram executados. No entanto, cada país deve respeitar as leis aplicadas em nosso país", disse o procurador-geral da Indonésia, Muhammad Prasetyo ao jornal Jakarta Globe. Em um post no Facebook, o presidente Joko Widodo defendeu a pena de morte para traficantes de drogas. "A guerra contra a máfia das drogas deve ser severa, porque as drogas realmente arruínam a boa vida dos usuários e de seus familiares", escreveu.

Além de um brasileiro e um holandês, a Indonésia executou um nigeriano, um malauiano, um vietnamita e uma indonésia, todos condenados por tráfico de drogas. A retomada da guerra das drogas de Joko Widodo preocupa outros países. Há 60 pessoas no corredor da morte, metade estrangeiros. O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, pediu clemência para dois australianos condenados por tráfico de drogas. Há também uma britânica, além de outro brasileiro.
 
Fonte: época/bc 18.01.2015
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