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DILMA LEMBRA ESFORÇO DE EX-PRESIDENTE PARA CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA

 
A presidente Dilma Rousseff deu posse nesta quarta-feira (16) aos integrantes da Comissão da Verdade e lembrou o esforço dos ex-presidentes da República para a consolidação da democracia e fim das violações dos direitos humanos depois da ditadura militar. A Comissão da Verdade foi criada para investigar as violações aos direitos humanos no período de 1946 a 1988. O período inclui a ditadura militar (1964-1985), que deve ser o foco principal dos trabalhos. Ao fim de dois anos, o grupo que compõe a comissão irá produzir um relatório com análise, conclusão e recomendação sobre os crimes cometidos. Dilma foi aplaudida de pé quando falou sobre a importância de estar acompanhada dos ex-presidentes que a antecederam. Participaram da solenidade todos os ex-presidentes vivos: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. 
A presidente lembrou o ex-presidente Itamar Franco e lamentou sua ausência. Falou sobre a atuação de Tancredo Neves na transição da ditadura para a democracia e do trabalho de José Sarney. presidente disse ainda que a comissão é instalada enquanto ela preside o país, mas que ela reconhece que todo o processo começou muito antes com a abertura de documentos no governo Collor, com a Lei da Comissão Especial sobre mortos e desaparecidos aprovada no governo FHC e com a idealização da comissão pelo "companheiro Lula". Trabalho A primeira reunião da Comissão da Verdade será na tarde desta quarta, às 15h, na Casa Civil. Os sete integrantes indicados pela presidente vão decidir o plano de trabalho da comissão. O grupo não terá um presidente, mas um coordenador que vai mudar durante os dois anos de trabalho para que todos fiquem à frente do grupo. Os sete integrantes do grupo são: o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, o ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, o ex-Procurador-Geral da República, Claudio Fontelles, a advogada de Dilma na ditadura, Rosa Maria Cardoso da Cunha, o diplomata e acadêmico Paulo Sérgio Pinheiro, a psicanalista Maria Rita Kehl e o jurista e escritor José Paulo Cavalcanti Filho. Gilson Dipp será o primeiro coordenador da comissão. Segundo ele, a concentração de esforços será para que o Brasil se "reconcilie em definitivo com o seu passado".- Uma democracia só se consolida se nós tivermos plena certeza do que aconteceu no passado, sem que nada seja escondido, que nenhuma magoa fique latente e que nós possamos promover a verdadeira reconciliação nacional. Essa é a missão dolorosa da comissão da verdade, mas estamos cientes de que estamos trabalhando para que o Brasil possa se reconciliar com o seu passado. Pior do que tudo é não conhecermos, é termos dúvidas sobre nosso passado. O coordenador da comissão reforçou que não haverá revisão da Lei da Anistia e que todos aqueles que a lei permitir serão investigados, independente do grupo a que pertençam. Durante as investigações, a comissão poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias. A comissão não terá poder, no entanto, para levar eventuais responsáveis à Justiça. Solenidade A cerimônia de instalação da Comissão da Verdade começou com a leitura de uma carta enviada pelo Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos na América Latina. O documento afirma que a comissão vai "ajudar toda a sociedade brasileira a entender melhor seu passado e olhar futuro com garantia contra grandes abusos". O Alto Comissariado parabenizou a presidente Dilma pela atitude, dizendo que a ação "demonstra o compromisso do Brasil com os direitos humanos". Um dos integrantes da comissão, o ex-ministro da Justiça do governo FHC e membro da Comissão da Verdade, José Carlos Dias, discursou e falou que o trabalho do grupo terá força do "nunca mais" e de "virar a página dolorosa da violência". - Podem confiar presidentes, pode confiar nação brasileira. Haveremos de dar resposta às expectativas e esperanças em nós depositadas. Não somos donos da verdade, mas seremos seus perseguidores. Nosso trabalho terá força do nunca mais! Fonte: R7 
 16-05-12