Ministério da Saúde confirma 1.656 casos de microcefalia


DF tem seis casos e uma morte por microcefalia, diz Ministério da Saúde


Em nove meses, foram 49 ocorrências de suspeita da malformação. GDF disse não ter informações sobre os registros da doença na capital


O Distrito Federal teve uma morte e seis casos confirmados por microcefalia entre outubro e junho, apontam dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7). Até o último sábado (2), dois casos seguiam sob investigação. Questionada sobre os dados, a Secretaria de Saúde do DF disse não ter informações sobre os números.


Ao longo dos nove meses medidos pelo ministério, 49 casos suspeitos de microcefalia foram notificados. Destes, 39 foram descartados e seis, confirmados. Uma morte foi registrada no DF.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que a microcefalia "não é doença de notificação compulsória" e, por isso, não poderia passar mais informações sobre os casos. Segundo a pasta, apenas os casos relacionados ao vírus da zika são informados, mas não havia registro do tipo em 2016.

A confirmação da relação entre o vírus e a microcefalia só foi dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em abril, mas a comunidade científica ainda estuda os mecanismos e a extensão do impacto da infecção nos embriões.

O Ministério da Saúde disse que os seis casos informados foram passados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A pasta disse também que a notificação de microcefalia é compulsória desde fevereiro desse ano, ou seja, as ocorrências suspeitas devem ser informadas em até 48 horas ao Ministério da Saúde, para que haja um controle maior.


Em fevereiro, o então ministro da Saúde Marcelo Castro comentou as mudanças no protocolo de notificação, motivadas pelo aumento dos casos. Na ocasião, ele reforçou que a microcefalia, assim como a infecção pelo vírus da zika, tinham notificação obrigatória.

"Não há nenhuma fragilidade [nos dados]. A microcefalia não era de notificação compulsória, porque nós não tínhamos epidemia de microcefalia no Brasil. Nós tínhamos, em média, 150 casos notificados por ano", explicou.

Em dezembro, uma gestante vinda do Maranhão e que estava há dois meses na capital federal deu à luz um bebê com microcefalia em 4 de outubro. A Secretaria de Saúde disse, na época, que o caso não tinha relação com o Zika vírus. No mesmo mês, outro bebê nasceu em maternidade de Taguatinga com microcefalia. O GDF informou que o caso seria investigado.

Em janeiro desse ano, o GDF confirnou o primeiro caso de microcefalia de uma gestante de 29 anos que adquiriu a doença no Plano Piloto, em dezembro. Outra mulher de 36 anos foi confirmada com o micro-organismo, mas, segundo a pasta, ela foi infectada em Goiânia.

No Brasil, foram registrados 1.656 casos confirmados de microcefalia até o dia 2 de julho. Desse total, 255 tem relação com o vírus da Zika. O Ministério da Saúde confirma 92 mortes em decorrência da malformação.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 cm.




Fonte: G1  10.07.2016
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