Policiamento é reforçado depois de chacina que matou 18 pessoas em SP



A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo acredita que policiais podem ter participado da chacina que matou 18 pessoas na Grande São Paulo. A principal hipótese da investigação é que o crime tenha sido uma vingança pela morte de um PM e um guarda civil metropolitano na região.

Na noite de sexta-feira (14), na região onde ocorreram as emboscadas, tinha pouca gente nas ruas e policiais em vários pontos. Quem passava de carro ou moto estava sujeito a ser parado.

O governo estadual montou uma força tarefa para investigar os dez ataques que aterrorizaram bairros de duas cidades da Grande São Paulo.

“Temos entre delegados e investigadores mais de 50 policiais peritos criminais e mais de 12 médicos para que se possa esclarecer, identificar os criminosos e prendê-los o mais rapidamente possível”, declara o governador Geraldo Alckmin.

A Secretaria de Segurança Pública trabalha com várias hipóteses para os crimes. A principal delas é a de vingança de PMs e até de guardas civis pelo assassinato de dois policiais.

Na quarta-feira (12), dois bandidos assaltaram uma adega em Barueri e assassinaram um guarda civil metropolitano que reagiu, No dia 7 de agosto, um PM também foi morto durante assalto a um posto de gasolina em Osasco.

Segundo a polícia, Vagner Rodrigues e Tiago dos Santos são os suspeitos de matar o PM. Eles estão foragidos. Entre as 18 vítimas da chacina, seis tinham ficha criminal.

As primeiras execuções aconteceram às 22h de quinta-feira em Osasco. As outras mortes vieram em uma sequência de tempo curto e em locais próximos. Os dois últimos ataques foram em Barueri, às 22h15 e as 23h15.

Um bar é o local onde ocorreu a maior chacina. Ali, dez pessoas foram baleadas e oito morreram. O bar fica em uma rua mal iluminada, mas com um certo movimento, principalmente de ônibus, porque ali na frente fica um terminal, o que não intimidou os matadores.

Imagens de câmeras de segurança durante um ataque em outro bar mostram três homens armados chegando ao local. Usando procedimentos identificados por especialistas como de policiais, eles rendem os clientes, separam as vítimas e atiram. Em seguida, vão embora do bar tranquilamente.

"Não podemos não descartar a possibilidade de ser um único grupo repartindo os executores. Agora com certeza aqueles que realizaram em Barueri são outras pessoas daquelas que realizaram as execuções e as tentativas de homicídio aqui em Osasco”, declara Alexandre de Moraes, secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo.
 
 
Fonte: globo 15.08.2015
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